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A bêbada desequilibrada

E lá vinha eu, pela turbulenta avenida Alagoas, que agora até de nome mudou, já noite adentro, em um frio domingo típico de Palmeira dos Índios, quando uma bêbada, do outro lado da rua, gritou em minha direção, desfechando em meu peito a milagrosa coincidência do destino de colocar-me diante dela, inesperadamente, para lembrar-lhe de seu amigo, já morto e competentemente morto. Parado, olhando-a sem espanto, em estado de náusea pelo cheiro de bebida e tabaco, estava eu impedido de seguir adiante para não ofender a ilustre memória do defunto desconhecido. Ela quis amizade de verdade - de verdade mesmo, como bem enfatizou diversas vezes - e eu não queria nem o primeiro abraço, imagine o contatinho. A bêbada, cujo endereço eu já tinha conhecimento e agora tento não ser visto sempre que passo próximo à casa dela, teve uma noite feliz depois de rever o amigo morto em mim. Eu, de minha parte chata, só fiquei aborrecido por ter que tomar banho de água gelada em um domingo noturno só para ti…

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